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Trabalhadores pedem a falência da Carbonífera Criciúma

Tiago Monte

Criciúma

Os cerca de 600 trabalhadores prejudicados pelo final das atividades da Carbonífera Criciúma farão um protesto, na manhã deste sábado, como forma de sensibilizar e cobrar respostas da justiça, em relação aos protestos judiciais movidos contra a empresa. “A gente está na luta, tentando cobrar as dívidas. A Carbonífera Criciúma nos abandonou, em 2015, sem dar nenhuma resposta para nós. Estamos desde 2015 tentando cobrar essa dívida. No começo daquele ano, eles nos aplicaram alguns golpes: fizeram alguns acordos e não cumpriram. Isso é golpe. Estamos na luta desde lá”, explica Adenor Cabral, um dos organizadores da manifestação.

A passeata terá início às 8h30, na Praça da Chaminé, e seguirá pela avenida Centenário, na Próspera, com destino ao Centro da cidade. “Essa mobilização de sábado será um pouco atípica: a gente vai sair da Praça da Chaminé e vamos fazer uma passeata em direção ao Centro. Vamos parar na igreja da Assembleia de Deus. Ali, a gente vai fazer alguns discursos”, pontua Cabral.

Durante todos os sábados, os trabalhadores se reúnem para manifestações na Praça Nereu Ramos, mas, neste final de semana, a iniciativa será mais ampla. “Nos organizamos e fizemos uma comissão para termos mais condições e bases para lutar. Estamos mobilizados, pois o prazo está esgotando e a justiça parece que está adormecida”, destaca o organizador. “Assim, eles estão aproveitando a pandemia para se esconder. Devem estar embaixo da cama escondidos”, completa, de forma irônica, Cabral.

Funcionários em situação complicada

A situação de muitos trabalhadores é bastante complicada. Muitos necessitam de ajuda, estão fazendo rifas e vendendo os pertences para poder se alimentar e sustentar as famílias. “Nosso grito vai ecoar mais longe e mais gente vai escutar nossa agonia. Os advogados mal atendem e ainda com má vontade. Tem recursos que chegam na justiça e temos que avisar eles”, reclama.

A maior indignação dos trabalhadores é com a falta de celeridade por parte da justiça. “A nossa indignação é com a Justiça, que não está fazendo o papel dela. Inclusive, nós já estávamos perto de conseguir a falência da empresa, mas os patrões, não sei porque, entraram com um pedido de liminar, derrubaram a falência e voltou para recuperação judicial”, pontua.

Cabral destaca, inclusive, que não há mais o que ser recuperado na empresa, que está parada há seis anos. “Os patrões insistem na recuperação, mas não tem mais nada para recuperar na empresa. Lá só tem cinzas. A não ser que eles queiram recuperar a água podre e contaminada que tem na mina – que está quase transbordando – para vender para a Casan. Tem bilhões de litros d’água lá, que daqui a pouco, inclusive, vai invadir Forquilhinha inteira”, dispara.

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