Siderópolis, terra de guerreiros, anjos e flores

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Nascestes Nova Belluno, mas te impuseram “goela abaixo” o nome de Siderópolis.

A desculpa foi o carvão mineral abundante em teu subsolo. Mas essa não colou. Esse carvão, que na verdade apresenta elevado teor de enxofre, não possui as características ideais para aplicação em siderurgia, então acaba em cinzas, ao ser queimado para produzir vapor que acionam as turbinas em usinas termelétricas.

Se o nome Siderópolis é uma alusão ao carvão siderúrgico, não sei o motivo de teu brasão possuir o dístico “Tendens ad Sidera”, ou seja, “Para as Estrelas”, ou numa tradução livre: Rumo ao Espaço.

E agora José?

É a cidade da siderurgia, ou a cidade do espaço sideral?

Estamos combinados, vamos deixar de lado esses conflitos supérfluos e afirmar que és nossa cidade, e de nascença és cidade de guerreiros.

 

AGORA SIM, INCONTESTE CIDADE DE GUERREIROS.

– Como assim?

Tua origem está em Belluno no norte da Itália. Aquela Belluno fundada pelos etruscos, mais tarde usada pelos romanos como base de descanso para os soldados que após uma temporada na então “Bellum”, deixavam para traz a península itálica encarando os Alpes Dolomíticos em busca de novas conquistas.

BELLUM, que traduzindo do latim vem a ser “GUERRA”, virou Belluno, que por sua vez, quando da chegada dos imigrantes italianos, predominantemente “bellunesi”, no final do século XIX, gerou aqui e para nós a Nova Belluno.

Nova Belluno carinhosamente reservou um cantinho de paz, ou melhor, de anjos e de flores, que é o nosso Rio Fiorita.

O nosso querido Rio Fiorita assim foi batizado, foi uma homenagem ao colonizador Angelo Fiorita, que nos legou essa joia:

ANGELO: traduzindo do italiano é ANJO.

FIORITA: traduzindo do italiano é FLORIDA.

Fruto do acaso, acontecimento inesperado?

E agora José?

 

Vânio Savi

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