Siderópolis no mapa geoelétrico brasileiro

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Nos velhos idos, o extremo sul do estado de Santa Catarina tinha seu Sistema Elétrico abastecido através de duas Linhas de Subtransmissão em 44 kV, nível de tensão hoje totalmente obsoleto e fora do padrão nacional. Essas Linhas de Subtransmissão tinham origem na UTCA (USINA TERMELÉTRICA CAPIVARI), no atual município de Capivari de Baixo, na época um bairro do município de Tubarão.

A Linha de Subtransmissão 1 seguia pelo interior passando pela Guarda, Azambuja, Urussanga e Siderópolis, e dela partiam uma as derivações para abastecer de energia toda a região. A Linha de Subtransmissão 2 seguia pelo litoral, passando por Jaguaruna, Esperança, Içara, Criciúma e finalmente Siderópolis, onde confluía com a Linha de Subtransmissão 1.  Nessa linha, tal qual na anterior, havia várias derivações com a mesma finalidade. O ponto de confluência destas Linhas de Subtransmissão era no Bairro Rio Fiorita, na margem direita do rio de mesmo nome, próximo ao encontro das ruas 11 com a 3. (Olha o Rio Fiorita aí gente). Nesse local foi construída a famosa TORRE DE MANOBRA DE SIDERÓPOLIS, a única entre tantas que existiam no trajeto, que possuía DISJUNTOR, permitindo manobras com tensão. Este foi considerado o ponto ideal para se fazer os chaveamentos no sistema elétrico durante as manutenções, e também tinha como finalidade, melhorar o nível de tensão do sistema, no atendimento aos consumidores até a divisa com o Rio Grande do Sul. Dessa TORRE DE MANOBRA saiam Linhas de Subtransmissão até os confins do sul do estado, estando a última Subestação na localidade de Sanga da Toca.

Na época essa TORRE DE MANOBRA colocava SIDERÓPOLIS no mapa geoelétrico sul catarinense.

No início dos anos 70, tendo como finalidade a interligação do sistema elétrico do Rio Grande do Sul, foi planejada e construída pela ELETROSUL, uma Linha de Transmissão em 230 kV, partindo da Usina Termelétrica Jorge Lacerda em Capivari, Santa Catarina, até Farroupilha no Rio Grande do Sul.

Essa Linha de Transmissão teve inicialmente apenas um secionamento, cuja finalidade era construir uma Subestação para proporcionar maior confiabilidade ao sistema elétrico do extremo sul de Santa Catarina.

Estudos apontaram que o melhor local para instalação dessa Subestação estava novamente no município de Siderópolis. Mais uma vez Siderópolis foi agraciada como sendo o Centro Distribuidor de Energia Elétrica da região.

Essa obra não só deu mais confiabilidade ao Sistema Elétrico, como também disponibilizou mais potência, o que alavancou de vez o progresso do extremo sul do estado, além do que, colocou definitivamente SIDERÓPOLIS no mapa geoelétrico brasileiro.

No início dos anos 1980, a CELESC, através de um programa de modernização e padronização dos níveis de tensão de subtransmissão e distribuição de energia elétrica, constatou a necessidade de construir uma Subestação em 69/13,8 kV, e a partir dela construir diversas linhas de subtransmissão para atender, de acordo com as tensões normalizadas no Brasil, todo o extremo sul do estado.

Mais uma vez Siderópolis foi escolhida para a instalação da nova Subestação.

Até aqui tudo bem, foram coisas do século XX.

Inicia-se um novo século, a demanda crescendo e os clientes exigindo, não deu outra, foi necessário dar mais confiabilidade ao sistema elétrico, além de disponibilizar mais potência para o crescimento da região.

O planejamento apontou a necessidade de construção de uma nova Subestação, dessa vez em Extra Alta Tensão, mais precisamente em 500 kV.

Os estudos indicaram como ponto estratégico para essa obra, mais uma vez o município de Siderópolis.

Estamos em 2020. A obra está em fase final de construção.

É nossa terra definitivamente no mapa geoelétrico brasileiro.

 

Glossário.

1 kV = 1000 Volts                                                                                      Vânio Savi

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