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Presidente da Câmara de Treviso destaca harmonia com o Executivo

Com apenas 31 anos, Luciano Miotelli (MDB) carrega a responsabilidade de ter sido, duas vezes, o vereador mais votado em Treviso. Em 2016, foram 329 votos. Na eleição seguinte, aumentou a diferença. Foram 401 sufrágios.

E desta vez, ele enfrenta um novo desafio: o de liderar o Legislativo no momento em que o município passa por dificuldades econômicas. “Fui presidente, eleito por unanimidade, com um compromisso ainda maior, de representar o Legislativo e tornar um trabalho harmônico. Sempre foi o meu propósito. Trabalhar sempre em sintonia com o Executivo. Dar sustentação, dentro das possibilidade necessárias e do que for para o bem comum do município”, afirma.“Eu já fui vereador no mandato anterior. Sempre muito incisivo e critico às atitudes do governo em virtude da percepção que agente tinha que tudo caminhava de forma contrária às necessidades das pessoas. Por isso que os resultados na urna foram surpreendentes. Não esperávamos tanta diferença. Mas essa é a resposta das pessoas com a falta de gestão pública”, completa.

Mais próximo das comunidades

Um dos objetivos de Miotelli é aproximar o Poder Legislativo das comunidades. “Quero implantar de forma mais incisiva as sessões itinerantes, levaras sessões da Câmara para o interior da cidade. Ficar mais próximo da informação, até mesmo para ter acesso às prioridades de cada grupo de pessoas. Em fevereiro, acho que não conseguiremos fazer a primeira sessão itinerante, mas a partir de marco, seguramente procuraremos fazer uma sessão itinerante a cada mês, para no final do ano, atingirmos pelo menos 10 comunidades”, explica.

Outra bandeira que o presidente levanta é a da harmonia entre os poderes pelo bem de Treviso. “Estamos fazendo um trabalho bastante integrado. Sempre preguei, desde o dia que iniciaram as articulações para eu ser presidente da Câmara, que é necessário esquecer o período eleitoral. Temos objetivos maiores que é resgatar a saúde financeira do município, resgatar a credibilidade. E colocar o município de Treviso novamente no patamar que merece. Os munícipes estão entendendo a situação, nos dão condições de avançar de forma gradativa e acredito que teremos um ano difícil, mas sem lamentações, de bastante trabalho”, adianta.

“É um trabalho mais harmônico que lhe motiva mais, pois você é ouvido. Lógico que nem tudo que você propõe é executado, em virtude das divergências de pensamentos, não de ideologia partidária, mas a gente está com um bom acesso, tanto para os vereadores de situação quanto para os de oposição. Os vereadores entendem que a situação que chegou causa bastante dificuldade na gestão. Logicamente que a gente deixa o pedido aos cidadãos que nos tragam as prioridades, nos coloquem ideias. Estamos engajados em fazer o melhor para o nosso município. E você só faz o melhor quando você está disposto a ouvir as pessoas, as necessidades das pessoas e as colocações de ideias das pessoas”, completa.

Economia e investimento

Miotelli prega uma gestão enxuta, para desta forma, poder auxiliar o Poder Executivo. “Nóstemos uma grande parceria com o Executivo. Inclusive, em comum acordo, faremos a devolução dos restos do duodécimo mensalmente, para contribuir de forma financeira para fazer o pagamento das dívidas. Essas dívidas precisam ser pagas, mas o eixo principal da gestão pública precisa rodar. A nossa saúde precisa atender as demandas. Nossa infraestrutura precisa melhorar e muito. Neste primeiro momento, é uma fonte de contribuição que o Legislativo leva para o Executivo, além de apoio e sustentação de todos os vereadores também é essa devolução do duodécimo. No mês de janeiro já fizemos uma devolução de R$ 30 mil”, revela.

Por ser um município pequeno, Treviso já recebe um valor bem menor de que outras câmaras da região. Mesmo assim, segundo Miotelli, pequenas ações contribuem com a economia. “Estamos atendemos as prioridades. Deixando de investir, por exemplo, em um painel eletrônico, um sistema tecnológico que dá mais conforto aos vereadores, mas que demanda de um recurso significativo, e não é prioridade. Dá para viver sem. Estamos restringindo o máximo possível as diárias. Acho que não deve ter sido paga nenhuma diária. Isso restringe bastante e economiza. O pouquinho que você toma as medidas, elas refletem em um resultado positivo. Questão de quadro de funcionários, nós também não preenchemos todo. Buscamos enxugar de uma forma bastante abrangente, que acaba dando o resultado de atingirmos o nosso objetivo de uma devolução mensal”.

Já um investimento planejado é melhorar a qualidade da transmissão das sessões. “Passamos por um momento pandêmico, no qual você precisa se reinventar e dar maior acesso às informações. Desburocratizar. Evitar que as pessoas se aglomerem. Eu assinei uma portaria que a Câmara está aberta com 50% do público para as pessoas que queiram assistir os trabalhos do Legislativo nas terças feiras as 19h. Porém, a gente percebe que as pessoas preferem evitar, em virtude dos acessos tecnológicos que a gente tem hoje, e a gente pretende dar mais inovação, qualidade na transmissão também. Estamos fazendo alguns estudos para algumas plataformas que possam ser implantado, mas os gastos são os mínimos possíveis”, finaliza.

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