Homens abordados pela PM em São João do Sul são moradores de Criciúma

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Por Rafaela Custódio

A Polícia Militar (PM) está buscando informações em todas as regiões de Santa Catarina sobre os homens que assaltaram a agência do Banco do Brasil durante a madrugada de terça-feira, dia 1º. Na manhã desta quarta-feira, por volta das 11 horas, os policiais abordaram um veículo Honda Civic em um posto de combustível em São João do Sul, com cinco homens, porém eles estavam vendendo rapaduras na cidade.

A reportagem do Portal Engeplus conversou com Vitor Mateus da Silva, de 37 anos, que foi abordado pela PM. Ele informou que é morador de Criciúma e está na cidade de São João do Sul vendendo rapadura. “Sou pastor de uma igreja em Criciúma e tenho um trabalho com vendas de doces desde 2014 para ajudar a obra e também a minha família. Todos os dias saímos para vender e hoje fomos para Praia Grande e São João do Sul, local em que fomos abordados por uma guarnição da PM”, comentou. “Fomos confundidos com os assaltantes, mas deu tudo certo. A abordagem foi padrão e nosso carro se enquadra no tipo de veículo que os criminosos utilizaram e por isso nos pararam”, completou.

Ainda segundo o vendedor, os policiais conferiram os documentos do veículo e também dos cinco ocupantes do automóvel. “Foi uma abordagem normal. Após a verificação, nós fomos liberados e estamos vendendo nossos produtos aqui na cidade”, finalizou.

Não há comprovação do envolvimento de presa em SP com o assalto de Criciúma, diz subcomandante da PM

Por Lucas Renan Domingos

Mulher detida seria parceira de um dos assaltantes; ela estava com um fuzil 762 e munições

A Polícia Civil de São Paulo prendeu na manhã desta quarta-feira, dia 2, uma mulher no bairro Jardim Reimberg, Zona Sul da capital paulista. Ela é suspeita de ser companheira de um dos assaltantes da agência do Banco do Brasil em Criciúma. Na casa onde ela estava, a polícia encontrou um fuzil 762, munições do mesmo calibre e drogas. Porém, conforme o subcomandante da Polícia Militar de Santa Catarina (PMSC), coronel Marcelo Pontes, ainda não há confirmação se ela e o marido possuem relação com o crime.

“A polícia recebeu uma denúncia de que o marido dela foi um dos assaltantes da agência aqui em Criciúma e que ele teria dinheiro. Foram feitas diligências na casa e só ela estava residência, sendo encontrada a arma. Não há nenhum fato concreto que ela e o marido estejam envolvidos no assalto. Até achamos difícil de ser uma arma utilizada aqui, já que a arma teria chegado lá muito rapidamente”, comentou o subcomandante da PMSC.

No boletim de ocorrência registrado em São Paulo está relatado a suspeita do envolvimento da mulher com um dos criminosos. Além do fuzil, foram apreendidos dois carregadores de pistola 9 milímetros, seis tijolos de cocaína, dez celulares, uma caixa com espoletas, para acionamento de explosivos, um saco de tecido, bolsas de viagem e uma bolsa azul que aparentava ser um porta fuzil. A mulher foi presa e os materiais recolhidos.

Crime de Criciúma e a relação com São Paulo

As forças de segurança que investigam o crime ocorrido em Criciúma estão apurando informações sobre a relação do assalto com uma quadrilha de São Paulo. Em julho deste ano, criminosos armados invadiram a cidade de Butucatu (SP), queimaram um veículo em frente ao batalhão da Polícia Militar (PM) e atiraram contra a sede. Depois explodiram uma agência do Banco do Brasil.

“O mesmo modus operandi utilizado por esta quadrilha em São Paulo foi utilizado em Criciúma. Esta é a relação que está sendo feita. Então há indícios que seja a mesma quadrilha. Pelas imagens não dá para afirmar ainda”, acrescentou Pontes.

 

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