Dívida de Treviso passa dos R$ 6,3 milhões

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Treviso

Com menos de 4 mil habitantes, Treviso possui uma arrecadação menor do que os municípios vizinhos. Por isso, a necessidade de trabalhar com menos recursos. Mas, ao tomar posse em janeiro, o prefeito Valério Moretti (MDB) não esperava encontrar as finanças do munícipio do jeito que achou. Segundo o chefe do Executivo, a administração anterior, de Jaimir Comin, deixou uma dívida ativa de R$ 6,37 milhões.

E para dificultar ainda mais a situação, dos valores do Fundo de Participação dos Municípios, R$ 537 mil nem chegaram. Foram bloqueados pela Justiça, para o pagamento de parcelamentos, como de FGTS. “Encontramos tudo sucateado. São quase R$ 3 milhões apenas de INSS. Tinha parcelado e reparcelado e acumulou. Tem uma dívida já parcelada dele de INSS, que ele parcelou por cinco anos, por R$ 50 mil mensais. Mais um valor grande para prestação de serviço”, conta o prefeito.

Das dívidas do município, R$ 512 mil são apenas com o Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos Urbanos da Região Sul (Cirsures), pela falta de pagamento do recolhimento de lixo e também de massa asfáltica, da usina de asfalto. “O Cirsures, eu consegui parcelar junto ao presidente da Amrec em 10 vezes de R$ 51,2 mil. Só daquele asfaltozinho que ele fez. E não pagou nada”, conta.

Outra conta que ficou para a nova administração, foi junto ao Consórcio Intermunicipal de Saúde da Amrec (CIS-Amrec): mais de R$ 140 mil. “A maior parte disso, foi teste de Covid-19. Comprou 5 mil testes e está vencendo já. Mas a dívida está lá. E o município não chega a 4 mil habitantes”, indaga Moretti. “Muitas rescisões que cabiam a ele fazer e não fez. Deixou tudo para nós. Muitos funcionários efetivos com duas férias vencidas. E tivemos que pagar tudo”, completa.

Entre sexta-feira e domingo, a reportagem do Tribuna de Notícias tentou contato com o ex-prefeito Jaimir Comin, mas não obteve êxito.

Pátio de máquinas

Outra reclamação do prefeito, é o estado em que o pátio de máquinas do município foi deixado. “Está tudo sucateado. Máquina, caminhão, implemento agrícola. Tudo sucateado. Tem maquinário que faz dois anos que não troca o óleo do motor. Me diz como vai funcionar uma coisa assim”, questiona.

“Demoramos praticamente um mês para fazer um raio-x da situação. Cada dia que passa, é uma decepção. Simplesmente fiquei apavorado. Eu e minha equipe. Jamais esperava encontrar uma dívida dessas. E o equipamento todo comprometido. É R$ 6,37 milhões só de dívida. Mas só para fazer uma geralzinha ali [no pátio de máquinas], vai mais de R$ 1 milhão”, completa.

O próprio carro oficial do município, um VW Jetta está batido, com um custo orçado de R$ 20 mil para o conserto. “Disseram que foi um acidente com máquina. E deram uma porrada. Agora ando com o meu carro”, conta o prefeito. Segundo ele, não apenas o veículo, mas os ônibus escolares, estão todos com o seguro vencido.

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