InícioSaúdeDia Mundial do Doador de Sangue: um gesto que faz a diferença

Dia Mundial do Doador de Sangue: um gesto que faz a diferença

Doar é um gesto de amor ao próximo, de cuidado e compaixão. Com os estoques baixos devido ao período do ano – inverno, e a pandemia, a campanha Junho Vermelho, que estimula a doação de uma das fontes da vida, torna-se ainda mais indispensável.  A campanha, lembrada neste mês, também existe porque comemora-se nesta segunda-feira, 14, o Dia Mundial do Doador de Sangue.

“Nós estamos no Junho Vermelho, que é um mês inteiro dedicado a campanhas de incentivo à doação de sangue. A campanha é intitulada assim, porque é um mês que temos uma queda natural nos estoques, é um mês frio, e quando é frio, as pessoas ficam mais em casa, se recolhem mais cedo, e esse ano temos um agravante que é a pandemia”, explica a responsável pelo setor de captação do hemocentro de Criciúma, Maria Regina Boteon Buttner.

A responsável explica que o Centro de Hematologia e Hemoterapia de Santa Catarina (Hemosc) atende 26 clínicas e hospitais da região Sul, desde Passo de Torres a Imbituba. “Mas é sobre bom lembrar que o estoque não é nosso, ele fica a nível de Estado. Então, se a gente tem um estoque acima do ideal, de alguma tipagem sanguínea, e outro hemocentro estiver precisando, a gente manda para eles, como a gente também recebe quando estiver precisando”, acrescenta Regina.

O momento é de conscientização, já que os estoques de O (negativo e positivo) e A (positivo) são considerados abaixo do normal. “As pessoas têm que pensar que o Hemosc ter um estoque que dê segurança para a população é de responsabilidade de todos, então as pessoas precisam participar, fazer a sua parte e vir até o hemocentro. A gente sabe que muitos não têm tempo, mas precisam tirar um tempinho e virem fazer a doação”, pontua Regina.

Além dos estoques estarem abaixo do normal, o número de doadores que chega ao hemocentro de Criciúma também é considerado menor. “Está bem abaixo do ideal. Nós estamos atendendo, diariamente, 50 pessoas, mas o recomendado seria cerca de 80”, explica a responsável pelo setor. “É uma questão de saúde pública e o sangue é só de humano para humano, nada substitui o sangue com a mesma eficácia que o do humano, está aí a necessidade, é a continuidade da vida”, complementa.

Primeira doação

Eduardo Medeiros, aos 27 anos, doou sangue, na última semana, pela primeira vez. O motivo: a vontade de fazer o bem ao próximo. “Eu recebi alguns conselhos de um médico que eu tinha conhecido sobre o fato de algumas pessoas estarem precisando [de doações de sangue] e que de vez em quando tem falta, a gente nem sempre é noticiado sobre isso e quando tem falta é sempre em cima da hora, eu acredito que o certo é não faltar, assim como qualquer recurso, e sempre bom ter mais do que faltar”, conta.

Projeto “Doadores de Turvo”

Enquanto uns doam sangue pela primeira vez, outros além de doarem, impulsionam outras pessoas a fazerem o bem. Em um município do Extremo Sul Catarinense, um projeto tem chamado atenção pela proporção que tem tomado. “O Doadores de Turvo iniciou ano passado, em novembro, e nós temos uma parceria com a prefeitura que fornece o transporte e todas a semana temos mandado o pessoal para o Hemosc”, comenta uma das idealizadoras do projeto,  Elaine Tomé Salvaro.

A história de Elaine com a doação de sangue foi o pontapé para iniciar o projeto em Turvo. “Eu sempre quis ser doadora de sangue, mas nunca fui atrás, até porque, a gente não tira esse tempo para ir. Quando cheguei no Hemosc, conheci a Regina, doei pela primeira vez e ela me impulsionou a criar um grupo, ela começou a me ajudar com as empresas, assim conheci a Maiara, que me ajuda com o projeto”, explica. “Quando eu fui fazer minha doação, eu não imaginava a importância disso. Na segunda vez que eu fui a Regina me mostrou como funciona o Hemosc”, completa.

E, neste ano, o projeto tomou uma proporção ainda maior. “Nós estamos em um desafio, a Organização Mundial da Saúde diz que para o banco de sangue estar em estoque suficiente, 3% da população tem que se doadora, então nós fizemos uma conta, que para 2021, nós tínhamos que conseguir 360 doadores, e nós já estamos com 320. Em 2020, nós tivemos só 54 doações em Turvo e, apenas em junho deste ano, já vamos bater a meta”, comemora Elaine.

Para aqueles que têm vontade, mas ainda não doaram, Elaine tem um recado. “Não é demorado, é um processo rápido e não dói, o pessoal do Hemosc é muito atencioso. Temos que pensar que é um tempinho que vamos tirar, questão de minutos, e é um ato que não tem preço, é mágico quando a gente vai lá e consegue ajudar”, finaliza a idealizadora do projeto Doadores de Turvo.

Como doar no hemocentro de Criciúma             

Para quem quiser aproveitar a data para ser um doador, o ideal é ligar no número (48) 3444-7410, hemocentro de Criciúma, e realizar um agendamento.

O que é necessário para poder doar:

  • Ter idade entre 18 e 69 anos, 11 meses e 29 dias;
  • Doadores com idade de 16 e 17 anos de idade, são aceitos para doação mediante a presença e autorização formal dos pais e/ou responsável legal;
  • O limite de idade para primeira doação é de 60 anos;
  • O candidato à doação deve estar em boas condições de saúde, sem feridas ou machucados no corpo;
  • Pesar acima de 50 kg (com desconto de vestimentas);
  • Apresentar documento de identidade com foto, emitido por órgão oficial: RG., carteira profissional, carteira de motorista, etc.
  • Ter repousado bem na noite antes da doação;
  • Evitar o jejum. Fazer refeições leves e não gordurosas, nas 3 horas que antecedem a doação;
  • Evitar uso de bebidas alcoólicas nas últimas 12 horas;
  • Evitar vir acompanhado com crianças, sem acompanhantes.
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