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Criciúma: Ônibus têm capacidade de ocupação aumentada

Agora, transporte coletivo de Criciúma funciona com 70% de ocupação. Mudança acontece em virtude da revogação de decretos estaduais

Tiago Monte

Criciúma

Desde a última segunda-feira, o transporte coletivo de Criciúma começou a operar com 70% da capacidade. A orientação segue o decreto municipal 1485/2020. O documento aborda que, na classificação gravíssimo da Matriz de Risco da Covid-19, os veículos de passageiros estão autorizados a rodar com a determinada ocupação. A mudança foi devido à revogação dos decretos estaduais 562/2020 e o 1.276/2021, que tratavam sobre o transporte coletivo. “Mudou essa questão de capacidade dos ônibus. A gente passa a atender o decreto municipal e estamos autorizados a transportar 70% da capacidade dos veículos”, reforça o analista administrativo financeiro da Associação Criciumense de Transporte Urbano (ACTU), Vilson Amaral.

Desta forma, todos os assentos estão liberados para as pessoas sentarem. “Usando o ‘amarelinho’ como exemplo: todos os bancos estão disponíveis para ocupação. São 33 pessoas sentadas e mais 30 pessoas de pé. Total de 63 pessoas. Essa é a capacidade atual do veículo na matriz de risco gravíssima, que é aquela que estamos”, detalha Amaral.

O decreto também salienta que se deve respeitar as normas de segurança, com o uso de álcool em gel dentro dos ônibus e nas plataformas de embarque, além do uso obrigatório de máscara. “O distanciamento é o mesmo, mas é complicado você distanciar dentro de um ônibus. De qualquer forma, nós estamos atendendo dentro do decreto. Não estamos desobedecendo nenhuma regra”, pontua o analista.

A fiscalização é feita, principalmente nos terminais urbanos. “O pessoal faz a contagem das pessoas para que não ultrapasse o limite. O ‘amarelinho’ com 30 pessoas de pé, por exemplo, as pessoas vão achar que está superlotado, mas estamos dentro do permitido”, reforça Amaral.

Usuários relatam receio para o uso

Pessoas que usam os ônibus da cidade, diariamente, ainda estão receosas para utilizarem a capacidade total dos veículos. “Mesmo com os bancos disponíveis, os passageiros não estão sentando. Os ônibus continuam lotados e os lugares continuam sendo respeitados”, explica uma usuária que preferiu não se identificar.

A capacidade elevada para 70% da ocupação acaba causando essa sensação de aglomeração.“As pessoas acham que há um aglomero com 15 ou 20 pessoas de pé no ônibus, mas está dentro do decreto. Antes era 50% da ocupação permitida, agora é 70%”, enfatiza Amaral.

Nos trajetos pelos bairros, muitas pessoas ficavam muito tempo nas paradas, em virtude da ocupação esgotada, algo que deve diminuir a partir desta semana. “Até a semana passada, com 50%, muitas pessoas ficavam nas paradas de ônibus, porque chegava na metade do trajeto e o motorista colocava a plaquinha de ‘lotado’ e não pegava mais ninguém, as pessoas tinham que esperar o próximo horário. A partir dessa semana, com a mudança do decreto, estamos autorizados a transportar até 70%”, finaliza Amaral.

Vereadora protocola pedido de explicações

A vereadora de Criciúma, Giovana Mondardo (PCdoB), cobrou um esclarecimento sobre o transporte coletivo. Ele protocolou um requerimento fazendo questionamentos como “Queixas de superlotação e a intensificada retomada das atividades econômicas no município, que se informe sobre a retomada imediata da frota e número de linhas que foram reduzidas no transporte público”.

Ainda no documento, a vereadora pede explicações sobre “Como está se dando a fiscalização das medidas de prevenção da Covid-19 nos terminais urbanos – orientação sobre distanciamento social, incentivo ao uso de álcool gel e disponibilização em locais de destaque”.

Além disso, Giovana questiona o valor que foi investido em insumos de prevenção para a manutenção do funcionamento do transporte público – dispenser, álcool gel e mascaras para servidores e motoristas, além da capacitação – caso tenha havido – dos trabalhadores para medidas de prevenção contra a Covid-19.

Além disso, Giovana questiona as orientações, medidas e fiscalização para circulação do ar dentro dos veículos. Nas redes sociais, a vereadora recebeu diversos questionamentos de usuários sobre a aglomeração de pessoas nos ônibus. Uma das reclamações diz o seguinte: “Às vezes dá vontade de ir embora a pé, vendo tanta gente esmagada em ônibus”. O assunto deve voltar a ser tratado na Câmara de Vereadores.

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