CRAS faz roda de diálogo para marcar dia D pela educação sem violência em Siderópolis

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Siderópolis (26/6/2017) – Rodas de diálogo com estudantes e debate sobre como educar sem bater, marcaram o dia D pela educação sem violência em Siderópolis. As conversas foram desenvolvidas pelo Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), com promoção da Rede Não Bata, Eduque (RNBE), para comemorar o aniversário de três anos da Lei Menino Bernardo, que estabelece o direito da criança e do adolescente de serem educados sem o uso de castigos físicos e degradantes.

Em Siderópolis as rodas de diálogo foram feitas nesta segunda-feira, 26, data da promulgação da lei, na escola municipal Miguel Lazzarin, de Rio Jordão, e na escola estadual Sílvio Ferraro, na região central da cidade. “O tema é muito importante e precisa ser discutido para que iniciemos uma cultura de paz tanto nas escolas quanto nas residências”, destacou a coordenadora do CRAS de Siderópolis, Gladyz Lenuzia Kestering, acrescentando que “quem media todas as rodas de diálogo e replica a metodologia da Rede são os jovens”.

Os círculos de conversa do Dia “D” foram realizados por adolescentes do grupo de Incidência Política da Fundação Xuxa Meneghel, integrantes da Rede de Adolescentes Promotores da Saúde (RAP da Saúde) e jovens pertencentes à ONG Casa Arte Vida e a grupos dos CRAS de Siderópolis e Forquilhinha.

Lei Menino Bernardo: desafio da implementação

Após quatro anos de tramitação, a Lei Menino Bernardo foi aprovada em 2014 pelo Congresso Nacional. Seu nome alude ao caso de Bernardo Boldrini, um menino de 11 anos que foi assassinado onde morava em Três Passos (RS). Vídeos do acervo pessoal da família mostram Bernardo sendo maltratado pelo pai e pela madrasta que, segundo as investigações, ministraram superdosagem de sedativo ao menino. O caso chocou a opinião pública e levantou o debate sobre a prevenção das violências contra crianças e adolescentes no seio familiar.

Apesar do avanço que o marco legal representa em nível mundial, o cenário de redução da violência doméstica contra esta parcela da população no Brasil é desafiador. O Disque 100 – Disque Direitos Humanos recebeu, em 2016, 76 mil denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes, sendo os tipos mais frequentes a negligência (37,6%), violência psicológica (23,4%) e violência física (22,2%). Embora mostre diminuição em relação a 2013 e a 2014, ano de sanção da lei, o número ainda é alto e preocupante.

 
Fonte Simone Costa

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