Covid-19: ‘estamos próximos do colapso’, afirma prefeito de Criciúma

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Atualmente, 1.321 pessoas estão com o vírus de forma ativa no município

Por Rafaela Custódio

Os números da Covid-19 aumentam todos os dias em Criciúma e, por isso, a Prefeitura divulgou na noite dessa quinta-feira, dia 26, que irá decretar Situação de Calamidade Pública no âmbito municipal. O último boletim epidemiológico apontou que 10.594 pessoas foram infectadas com o vírus desde o início da pandemia, porém 9.149 estão recuperadas e 124 pacientes morreram em virtude da doença. Atualmente, 1.321 residentes da cidade estão com o vírus de forma ativa e 1.139 casos são tratados como suspeitos.

O prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, afirmou que ao decretar Situação de Calamidade Pública, o município tomará medidas drásticas para a contenção do vírus. “Estamos fazendo muitas reflexões com os profissionais. O Estado todo está em estado gravíssimo. O reflexo da campanha eleitoral ainda não chegou, ou seja, ainda está para vir o pior. Já sobre as eleições do dia 15 de novembro é com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, comentou em entrevista ao jornalista João Paulo Messer, da Rádio Eldorado.

Salvaro ainda ressaltou que as aglomerações são constantes e pediu conscientização da população. “Não conseguimos ir em todas as casas, é impossível fiscalizar todas as residências com aglomeração. Precisamos de conscientização, as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) estão completamente lotadas, ainda há sete leitos disponíveis no Hospital São José (HSJ), mas não existem profissionais para trabalhar”, declarou. “A internação clínica está completamente lotada. O decreto serve para tomar medidas necessárias”, acrescenta.

Segundo Salvaro, o Centro de Retaguarda do Rio Maina passará a dar suporte aos hospitais e à população. “Vamos disponibilizar 100 leitos no local, pois estamos próximos do colapso. Se tiver que fechar Unidade Básica de Saúde (UBS) para pegar profissionais, nós vamos”, explicou. “As pessoas precisam se conscientizar. Hoje teremos as 15 horas uma reunião com os prefeitos da Associação dos Municípios da Região Carbonífera (Amrec)”, finaliza.

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