Ciclone Extratropical resulta em perdas consideráveis ao agronegócio

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Siderópolis

Rajadas de vento chegaram a 134 km/h na região do Costão da Serra

As fortes rajadas de vento, de até 134 km/h, provocadas pelo Ciclone Extratropical, entre terça-feira e quarta-feira, resultaram em perdas consideráveis ao setor do agronegócio em Siderópolis. A Defesa Civil, em conjunto com a Secretaria de Agricultura e Meio Ambiente, ainda está realizando um levantamento no campo para avaliar os prejuízos no município.

No entanto, mesmo com os dados ainda sendo contabilizados, já é possível verificar danos consideráveis nas plantações de milho, banana e eucalipto. “Cerca de 50% dessas plantações foram danificadas. As comunidades mais atingidas foram o Montanhão, a grande Rio Jordão e Rio Kuntz. Mas ainda estamos realizando o levantamento de dados”, informa a Coordenadora Municipal de Proteção e Defesa Civil de Siderópolis, Jéssica Destro.

Na comunidade de Rio Kuntz, próximo ao Costão da Serra, o produtor Aldo Zanin relata a perda de, ao menos, metade da sua plantação de bananas. “Em 1982, sofremos com um vendaval muito forte. Depois, em 2004, foi o Furacão Catarina. Mas, esse agora foi muito pior. As rajadas de vento foram muito fortes por volta das 4 horas da madrugada de quarta-feira. Causou mais destruição e prejuízos, que das outras duas vezes anteriores. Daqui um mês já seria feita a colheita. Meus dois irmãos e eu temos aqui 60 hectares de plantação de banana e, ao menos, 50% do bananal foi perdido. Porque, em muitos locais, ainda não conseguimos ter acesso para verificar toda a plantação”, destaca Zanin.

O irmão de Aldo, José Zanin ressalta que o prejuízo da família foi ainda maior com a plantação de eucaliptos, que conta com cerca de 60 hectares. “O prejuízo chega a cerca de 80%. Porque o eucalipto que era para ser utilizado para a armação de residências não pode mais ser destinado para esse fim. Já os eucaliptos que poderiam ser utilizados como madeiras ficaram muito danificados, as varas ficaram bastante tortas ou com rachaduras. Pouco se aproveita. Acredito que um hectare de eucalipto bom, com uns 15 anos, poderia ser comercializado por cerca de R$ 12 mil. Agora, com ele bastante danificado, o hectare pode valer uns R$ 5 mil”, projeta José Zanin.

Prejuízos também em outros setores do agronegócio

As fortes rajadas de vento também provocaram prejuízo a outros setores do agronegócio, com o destelhamento de galpões. A falta de energia provocada pela queda de postes e árvores sobre a rede elétrica também afetou os avicultores e os produtores de leite e derivados.

“A alimentação das aves é feita de forma mecânica. Assim como, a ordenha do leite. A energia também é necessária para manter o armazenamento dos produtos. Ainda existem algumas comunidades sem energia. Mas a expectativa é de, nas próximas horas, a energia elétrica seja restabelecida”, ressalta a Coordenadora da Defesa Civil.

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