Bicicleta – Siderópolis em umas e outras que ouvi, vi ou vivi

0

SIDERÓPOLIS EM UMAS E OUTRAS QUE OUVI, VI, OU VIVI

Nos velhos tempos de moleque, um dos grandes sonhos era ter uma bicicleta, e a da moda era a Monark Barra Circular. Nos dias de hoje encontramos bicicletas em qualquer loja, mas, nos velhos tempos, tínhamos que ir a Criciúma e pagar a peso de ouro, ou aguardar um caixeiro viajante da Mesbla de Porto Alegre, mais o despacho via transportadora.

Veio o viajante, mas o dinheiro estava curto e não foi desta vez que ganhei a bike.

Como diz o ditado: ‘quem espera sempre alcança’.

Um cliente não muito chegado a cumprir com suas obrigações mudou-se de Siderópolis para Laguna, deixando um débito na venda. Depois de algumas cartinhas intimando-o a acertar as contas, chegou o fatídico dia em que ele respondeu que poderia liquidar a dívida enviando uma bicicleta como forma de pagamento. Trato feito, trato aceito. Fui informado que ganharia uma bike, a qual viria de trem e deveria ser retirada na Estação Ferroviária do Fiorita. No dia estipulado fui cedo para a estação. Depois da descarga de uns 3 vagões de açúcar, apareceu uma velha bicicleta verde, surrada pelo tempo e pela maresia. A decepção maior foi quanto a marca, pois esperava uma Monark e veio uma Gallo. Pior ainda foi quando cheguei em casa com a magrela nas mãos, pois havia furado um pneu, ou melhor, a câmara de ar, e, ao retirá-la para o devido conserto, contei nada mais nada menos que dezenove remendos.

“Estava colorida de “michelin”, não tinha mais espaço para outro remendo”.

 

Fragmento do livro: SIDERÓPOLIS EM UMAS E OUTRAS QUE OUVI, VI, OU VIVI, de Vânio J. Savi.

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui