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Siderópolis: uma cidade linda de se viver!

Siderópolis: uma cidade linda de se viver!

Siderópolis: uma cidade linda de se viver!

O município de Siderópolis está situado no sul do Estado de Santa Catarina, na Região Carbonífera. Sua população é de aproximadamente 14 mil habitantes. A história de Siderópolis está diretamente ligada à chegada dos imigrantes italianos na região, entre os anos de 1891 e 1895, quando vieram ao Brasil com a promessa de um Novo El Dorado e encontraram apenas mata, índios e muitas dificuldades. Nova Belluno, como foi chamada a colônia, ficou cerca de cinco décadas mantendo-se com pequenos negócios na sede e muito trabalho na colônia, até a descoberta do carvão mineral, o ouro negro que transformaria a região. Depois da instalação de algumas empresas carboníferas, em 1941 chega a Companhia Siderúrgica Nacional, a CSN, e com ela, em plena guerra mundial, vem a determinação da mudança de nome para não caracterizar vínculo com a Itália. Por decreto de Nereu Ramos, em 1943, Nova Belluno passa a se chamar Siderópolis. Com o carvão veio o progresso e os empregos fartos. Siderópolis chegou a ser eleita a princesa do carvão e ter mais de 25 mil moradores. A estrada de ferro, cujos trilhos encerravam em Criciúma, se estendeu até Treviso e em 1944 o túnel sob a SC 445 foi inaugurado. Repleto de estórias que atraem curiosos e afastam supersticiosos, o túnel ainda é utilizado pela ferrovia e é um marco na história da cidade. Mas o mesmo carvão que impulsionou a economia também trouxe degradação ambiental, agravada com a chegada das maiores escavadeiras do planeta, chamadas de Marion. Implantadas em 1958, ano da emancipação político administrativa de Siderópolis, revirou o solo para extrair o carvão e deixou para trás montanhas de descarte rochoso, maioria pirita, por causa da escavação a céu aberto. A partir da década de 1980 o sonho do carvão eterno começa a acabar, dando lugar ao desemprego em massa. O carvão deixa de ser a principal economia e a população e os governantes se veem obrigados a buscar alternativas. Uma dessas alternativas foi retomar o foco na atividade agrícola, que atualmente, possui uma destacada produção de carne, principalmente por meio da criação de aves e suínos, além de importantes culturas de grãos e hortaliças. A banana também é destaque e recentemente a Embrapa e a Epagri batizaram uma nova variedade de Belluna, em homenagem ao município. Chamar atenção dos empreendedores para a instalação de empresas também foi uma das saídas para o município. Hoje, indústrias químicas e metalúrgicas são destaques na exportação e juntamente com pequenas empresas e o comércio, ajudam a sustentar a economia municipal. Um terceiro setor que está ganhando cada vez mais espaço é o turismo e Siderópolis tem motivos de sobra para investir na atração de novos visitantes. A cultura, as construções antigas, como casas de pedra, a gastronomia e a miscigenação, já são atrativos, mas as belezas naturais e a água potável em abundância fazem de Siderópolis um município único na região. Nas encostas da serra geral, com escarpas de mil e duzentos metros de altitude, estão as mais ricas e variadas espécies de plantas e animais, preservadas pela Reserva Biológica estadual do Aguaí. Também estão nas montanhas de Siderópolis a “Janela Furada” e o Morro da Mina, a maior pedra de arenito para escalada do Brasil. Dois destaques entre tantas formações rochosas que atraem o turismo de aventura. Os turistas que visitam Siderópolis também podem refazer o caminho dos tropeiros, uma trilha de aproximadamente 12 quilômetros que liga a serra e o litoral e que era utilizado para o transporte de mercadorias. Bem próximo do caminho está a Barragem do Rio São Bento. Com um lago artificial de 450 hectares, abastece muitos municípios e beneficia mais de 300 mil habitantes. Siderópolis também possui muitas cachoeiras, entre elas a cachoeira do Bianchini, que no verão é o destino de muitos banhistas. O turismo religioso também é destaque em Siderópolis. Igrejas pequenas como a capela de Santa Ana; igrejas de madeira, como a capela de Nossa Senhora das Dores e Capela de Santa Bárbara, e ainda o Santuário de Nossa Senhora de Fátima, com uma imagem de 28 metros, são exemplos do diferencial apresentado no município. Com tudo isso é possível perceber que a princesa do carvão se transformou. O ouro negro cedeu espaço para o verde e para a água. Nova Belluno ainda vive e Siderópolis, a cidade das montanhas, é mais do que nunca, uma cidade linda de se viver!

Por Jornalista Simone Costa

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