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Siderópolis e Treviso traduzida pela história de vida de seus moradores

Siderópolis e Treviso traduzida pela história de vida de seus moradores

Siderópolis e Treviso traduzida pela história de vida de seus moradores

A simplicidade e a tranquilidade de Laurindo Brogni, de 83 anos, e Rosa Brignoli, de 80 anos, respectivamente, moradores de Treviso e Siderópolis, traduz o que os dois municípios são. Muita história, bem estar e aconchego são características preponderantes desses dois municípios.

Treviso tem o quarto maior Produto Interno Bruto (PIB) per capita de Santa Catarina e um dos 100 maiores do Brasil, além de ser a 12ª cidade catarinense com a menor desigualdade social. Siderópolis, uma das principais colônias italianas do país, repleta de beleza naturais, foi o destino há 125 anos de colonizadores italianos que chegaram a colônia de Nova Belluno. Quem chega à casa de Laurindo Brogni, com certeza, não sai lá de sem ouvir boas histórias e aprender um pouco sobre a cidade, sua vida e de muitos fatos importantes que ocorreram no país. O idoso guarda anotações dos mais variados assuntos como o nome de todas as pessoas de quem cortou o cabelo, ser barbeiro é uma de suas habilidades. Das mais diversas situações do dia a dia, como as missas e velórios, tudo está anotado ali em cadernos e agendas, que a cada conversa ele se orgulha de procurar e nos mostrar. Mesmo com inúmeras anotações, que começaram a ser feitas a partir de 1995, sua memória é invejável. Lembra se com exatidão do 4 de março de 1951 quando fez seu primeiro corte de cabelo. De barbeiro, pedreiro a confecção de cabos de picareta, tradição que herdou do pai, ao trabalho na roça seu Laurindo se orgulha de tudo que faz, especialmente, porque faz com muito amor. “Nunca tive folga. Trabalhei com muitas coisas. Hoje para passar o tempo continuou fazendo as vassouras, cuido do quintal”, comenta. Nem o cabo das vassouras passa em branco as anotações de seu Laurindo. Ali ele anota a data, horário, temperatura e o clima daquele dia, e também sua assinatura.

Natural de Siderópolis saiu da localidade de Rio Fiorita, aos 12 anos, para vir com a família de nove irmãos para Treviso e ali acompanhar e fazer história na cidade. Sair do município que viu crescer nunca passou pela cabeça do idoso. “Treviso é uma cidade ótima de se morar. Gosto muito de receber na minha casa pessoas, estudantes que vem aqui em buscar de saber como era a cidade, como ele está agora, o que mudou”, acrescenta.

Exemplo e inspiração de vida

Siderópolis e Treviso traduzida pela história de vida de seus moradores

Siderópolis e Treviso traduzida pela história de vida de seus moradores

Ao contrário de Laurindo Brogni, Rosa Valentina Adamante Brignoli, moradora de Siderópolis, nasceu na comunidade de Rio Morosini, em Treviso, e aos 17 anos veio para Siderópolis. Mãe de sete filhos, todos residentes em Siderópolis, 12 netos, cinco bisnetos e um tataraneto, aos 80 anos sua disposição e vitalidade são admiráveis. De acordo com Dona Rosa, sua mãe foi a primeira criança nascida em Siderópolis, filha de imigrantes italianos. “Minha avó veio grávida da Itália, isso em 1891”, conta. “Sempre fui do lar e sempre gostei de me envolver com a comunidade, faço duas vezes por semana trabalhos na igreja, não tem quem não me conheça aqui”, comenta a idosa. Todos a conhecem e ela conhece bem a cidade que teve o privilégio de acompanhar de perto o desenvolvimento. “Naquela época tínhamos que tirar água do poço, olha o quanto evoluímos para os dias atuais”, observa. Vejo que Siderópolis cresceu muito, mas também acho que a muito a se fazer”, destaca. Para ela, um legado é feito por meio do investimento em educação. “Se conseguimos oferecer uma boa educação, especialmente à juventude o resto é consequência. Teremos assim, bons cidadãos, com capacidade de ter bons empregos, empreender e teremos redução do envolvimento desses jovens com a criminalidade”, opina. Com tanta experiência e sabedoria Dona Rosa tem muita ainda a ensinar. “Acredito que para convivermos em harmonia precisamos nos policiar e refletir no que dizemos as pessoas. Respeito e tolerância são essenciais para que uma sociedade viva em harmônia”, ressalta.

Fonte: Jornal Foco Popular, Jornalista Deize Felisberto

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