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Jovem de Siderópolis supera doença e briga pela artilharia do Campeonato Carioca

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O trecho da música “Tá escrito”, do Grupo Revelação, em que diz “Ergue essa cabeça mete o pé e vai na fé, manda essa tristeza embora, basta acreditar que um novo dia vai raiar, sua hora vai chegar”, se encaixa perfeitamente na história de Jackson Mendes da Silva, de 23 anos.

O atacante do Bonsucesso é o artilheiro do Campeonato Carioca, com cinco gols, ao lado de Pipico, do Macaé. Mesmo não jogando contra os quatro grande do Rio, já que sua equipe disputa um quadrangular para se manter na elite do estadual, o atleta natural de Siderópolis vem se destacando por suas atuações.

O que poucos sabem é que assim como muitas crianças, Jackson iniciou sua carreira cedo no futebol, mas precisou se afastar por uma doença que o impedia de ter o mesmo rendimento do que os outros garotos de sua idade.

Onde tudo começou  

Os primeiros passos do menino dentro dos gramados foram em sua terra natal. O professor da escolinha de futebol de Siderópolis, Chiquinho, que faleceu em 2017, via em Jackson e seus colegas potencial para uma carreira de jogador profissional.

Com 11 anos, um a menos do que o permitido, o atual artilheiro do Campeonato Carioca foi levado para fazer uma peneira no Criciúma Esporte Clube. Mesmo não tendo a idade mínima para ingressar nas categorias de base, os dirigentes do clube, assim como Chiquinho, perceberam o potencial do garoto e o abriram as portas.

Durante três anos o atacante ficou apenas treinando com os demais jogadores da base. Aos 14 anos, ele disputou sua primeira competição com o clube do Sul de Santa Catarina. Um ano depois, Jackson se destacou jogando o Campeonato Catarinense pela sua categoria e despertou a atenção de olheiros do Atlético Paranaense.

A subida na carreira e o início da luta

Como estava indo para uma equipe com maior expressão no cenário nacional, o jovem sideropolitano estava vivendo momentos que seriam inesquecíveis em sua vida. O garoto passou a defender as cores do Atlético Paranaense, onde também realizou conquistas.

Mas foi justamento no seu segundo clube que Jackson passou pela maior dificuldade de sua carreira. O jovem descobriu que sofria de uma bronquite asmática, doença que prejudicou seu desempenho. “Eu não conseguia acompanhar muito bem a equipe fisicamente. Depois disso fui mandado embora”, destaca o atacante.

Com sua saída, o destino foi retornar para Santa Catarina, só que desta vez pelo Figueirense. Vestindo o manto da equipe da capital, o atleta ficou por mais uma temporada e novamente acabou sendo dispensado, no ano de 2014. “Fiquei um ano praticamente sem jogar, não consegui aproveitar meu espaço e a bronquite ainda atrapalhava”, comenta Jackson.

O sucesso no futebol amador 

Não podendo atuar como profissional, o jovem de Siderópolis retornou à sua terra natal, onde na região, disputou campeonatos de futebol amador. O grande destaque do garoto foi no início do ano de 2017, quando foi artilheiro do Praião (Campeonato de Futebol de Areia de Balneário Rincão), jogando pela equipe do Ajax, de sua cidade.

Depois desse, Jackson ainda jogou o Campeonato da Liga Atlética da Região Mineira (Larm), pelo Turvo, e foi um dos artilheiros da equipe.

Foto: FutRio

“Basta acreditar que um novo dia vai raiar, sua hora vai chegar” 

Na metade de 2017, Rogério Inácio, que já havia trabalhado com o garoto, fez um convite para que ele pudesse voltar ao futebol profissional, defendendo as cores do Paranavaí, time da segunda divisão paranaense. Após a conversa e aprovação dos pais, o atleta aceitou o convite e reacendeu o desejo de atuar profissionalmente. “Fui aprovado, o clube não estava em boas condições e fiquei quatro meses sem receber, mas foi bom pelo fato de me abrir as portas pro futebol novamente”, ressalta.

Como foi vice-artilheiro da competição, Jackson voltou a despertar a atenção de olheiros no futebol. Com o auxílio do empresário, o jogador se transferiu ao Bonsucesso, onde está disputando o Campeonato Carioca e se destacando na artilharia da competição.

Trazendo como lema de vida a música do Grupo Revelação, o sideropolitano nunca esqueceu de seu potencial e acreditou, mesmo há três anos afastado de um clube profissional. Porém, jamais pensava que o sucesso pudesse vir tão rápido. “Eu sempre me via sonhando, imaginando pra que ela mudasse, mas não acreditei que seria tão rápido”, destaca.

O artilheiro do Carioca reforça também a importância dos parentes e do ex-técnico para seu retorno ao futebol profissional. “Hoje graças a Deus e ao apoio da minha família, amigos e ao Rogério, que fez com que eu voltasse a jogar profissionalmente, to tendo a oportunidade de aparecer no cenário nacional como um dos artilheiros do Campeonato Carioca na Série A”.

Mesmo com a fase boa individualmente, o time de Jackson não passa por um bom momento na competição. O Bonsucesso é o último colocado do grupo X, que define os rebaixados para a segunda divisão. No próximo sábado é o último jogo da chave. Para evitar o rebaixamento, o Bonsucesso depende apenas de si, bastando somente uma vitória para garantir a permanência.

Sendo assim, o clube e os torcedores depositam suas esperanças no artilheiro Jackson.

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