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Com ele, ninguém cuspia na área do Tigre


CAMISA 1

Sandrini foi goleiro do Criciúma de 83 a 86. Hoje, é cabeleireiro em Siderópolis

Era 1980. O garoto Edson Luiz Sandrini então com 17 anos, vai ao estádio Heriberto Hülse. Procura Waldemir Norberto Izaú Pereira, o já famoso Fumanchu. Garimpador de talentos reconhecido, foi ele quem revelou, por exemplo, o atacante Valdomiro, que surgiu no Comerciário nos anos 60 para depois brilhar no Internacional e Seleção Brasileira.

E foi com Fumanchu – falecido em 2004 – que Sandrini, como tantos outros, encontrou os caminhos para o futebol profissional. Ingressou no Criciúma e, depois de evoluir na base, chegou ao time principal em 1983. Estreou em 16 de junho, numa vitória por 1 a 0 sobre o Carlos Renaux, de Brusque.

“Fui muito feliz e fiz muitos amigos no Criciúma e no futebol”, cita Sandrini, lembrando de nomes como o ex-preparador físico e hoje radialista Paulo Coutinho, o ex-dirigente Nivaldo Martins e o técnico das antigas Luiz Gonzaga Milioli.

A partir daí, iniciava uma história de 110 jogos no elenco principal, até 1986, quando despediu-se em 5 de outubro em um empate com o Cascavel em 0 a 0, no Heriberto Hülse, pela Série B do Brasileiro.

Era proibido
cuspir na área

Como qualquer jogador daquela época, Sandrini é cheio de histórias para contar. Uma delas, ele compartilhou nesse fim de semana com o radialista Márcio Cardoso, na Rádio Eldorado. Ele confirmou que, no seu tempo, não deixava que ninguém cuspisse na área onde jogava. “A área tinha que estar limpa. Imagina eu me atirar no chão em cima do meu cuspe ou de outra pessoa”, contou. “É verdade. Se era jogador do outro time, eu pedia com todo o respeito que não cuspissem na minha área”, recordou, aos risos.

Entre os grandes técnicos com quem trabalhou, Sandrini cita Laerte Dória, Lori Sandri, Vacaria, Carlos Froner, Cacau, Rui Guimarães, Paulo Emílio, Procópio Cardoso, Velha e Zé Carlos. Ao deixar o Tigre, defendeu o Próspera, Goiatuba (GO), Santa Cruz (RS), Aimoré (RS), Guarany de Garibaldi (RS), Guarani de Venâncio Aires (RS), Uberlândia (MG), Bagé (RS) e encerrou a carreira em 1995, no Hercílio Luz.


Ele foi
cortar cabelo

Depois de largar o futebol profissional, Sandrini tornou-se cabeleireiro, e mantém salão faz mais de vinte anos em Siderópolis. Atuou, também, como goleiro no Caravaggio, de 95 a 99, sendo tricampeão do Regional da LARM. Defendeu, ainda, o Ipiranga da Santa Luzia, Ajax e Unidos de Siderópolis. Em 2001, começou a atuar como árbitro, conforme contou o Portal Engeplus em 2014.

Hoje com 54 anos, Sandrini e a esposa, Jaqueline, curtem as filhas Natália e Franciani e também os netos Lucas, Miguel e Helena.

Por Denis Luciano

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